Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca
Este é, sem dúvida nenhuma, o poema que mais me marcou. Desde o meu par de anos que ouço, e hoje, anos depois, continuo a ouvir com todo o gosto, interpretado pela divinal voz do Luís Represas. Isto diz-me muito!!! Ai, quem me dera... quem me dera ser poeta!
Este é, sem dúvida nenhuma, o poema que mais me marcou. Desde o meu par de anos que ouço, e hoje, anos depois, continuo a ouvir com todo o gosto, interpretado pela divinal voz do Luís Represas. Isto diz-me muito!!! Ai, quem me dera... quem me dera ser poeta!


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